E o Brasil segue ladeira abaixo na área de saúde pública. Nos últimos 90 dias, o país registrou 3.909 casos confirmados de sarampo em todo o território nacional, de acordo com o Ministério da Saúde.

Segundo a pasta, houve aumento de 570 casos (85%) em relação ao último boletim epidemiológico divulgado em 12 de setembro. A maioria dos casos (97,5%) foi registrada em 153 municípios localizados na região metropolitana de São Paulo. E foi também no estado mais rico do país que o governo federal registrou, entre janeiro e setembro deste ano, nada menos que 4.299 casos de sarampo, de acordo com balanço da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Em uma semana, foram 708 novos casos. No balanço anterior, divulgado na semana passada, o estado contabilizava 3.591 ocorrências da doença.

Conforme os registros, há 17 estados na lista de transmissão ativa da doença. Tiveram casos confirmados os estados de São Paulo, do Maranhão, do Piauí, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, do Paraná, de Pernambuco, do Pará, do Rio Grande do Norte, do Espírito Santo, de Goiás, da Bahia, de Sergipe e no Distrito Federal. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, R$ 10,5 milhões foram liberados para os estados semana passada para reforçar ações de imunização da população.

O ministério também alerta que a vacina é a principal forma de proteção contra o sarampo e informa que a tríplice viral está disponível em mais de 36 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil.

Para interromper o ciclo de transmissão do sarampo, o ministério realizará a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, que será feita em duas etapas. A primeira fase será de 7 a 25 de outubro e terá crianças de 6 meses a menores de 5 anos como alvo. A segunda, de 18 a 30 de novembro, será destinada à população de 20 a 29 anos.

A preocupação maior, claro, é com as crianças, que são sempre mais vulneráveis para os casos graves da doença.

A recomendação do órgão para as mães de crianças com menos de 6 meses é para evitar a exposição dos bebês a aglomerações e manter a ventilação adequada dos ambientes. Além disso, recomenda-se que procurem imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença tais como manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite e manchas brancas na mucosa bucal.